
É comum perder alguns fios de cabelo todos os dias. Na verdade, cerca de 50 a 100 fios se soltam naturalmente como parte do ciclo capilar. No entanto, quando a queda se intensifica, o ralo do banheiro começa a encher com frequência, a escova acumula muitos fios e até falhas começam a aparecer no couro cabeludo, é sinal de que algo não está bem.
A queda intensa pode acontecer de forma gradual ou repentina. Em ambos os casos, é importante observar a frequência, a quantidade e a duração do problema. Quando o cabelo começa a cair muito, o melhor caminho é agir o quanto antes para descobrir a causa e iniciar um tratamento eficaz.
Existem muitas razões que podem levar o cabelo a cair mais do que o normal. Entender a origem do problema é essencial para escolher o tratamento mais adequado.
Situações de estresse, ansiedade ou traumas físicos e emocionais afetam diretamente o ciclo capilar. O estresse ativa hormônios inflamatórios que interrompem a fase de crescimento e antecipam a queda dos fios. Esse tipo de queda costuma acontecer com um intervalo de dois a três meses após o evento estressante.
Desequilíbrios nos hormônios podem causar queda intensa, especialmente em mulheres. É comum após o parto, durante a menopausa, em casos de síndrome dos ovários policísticos ou problemas na tireoide. A queda também pode ser provocada por alterações no uso de anticoncepcionais ou outros medicamentos hormonais.
Fios de cabelo precisam de proteínas, vitaminas e minerais para crescer e se manter saudáveis. Dietas restritivas, jejum prolongado ou má alimentação podem causar deficiência de ferro, zinco, vitamina D, biotina e outras substâncias essenciais. Isso enfraquece os fios e leva à queda progressiva.
Problemas autoimunes como lúpus, alopecia areata, doenças da tireoide, anemia e até infecções como dengue e covid-19 podem causar queda capilar. Em muitos casos, a queda é temporária, mas requer atenção e acompanhamento médico.
Alguns remédios têm como efeito colateral a queda de cabelo, como antidepressivos, medicamentos para pressão alta, anticoncepcionais, remédios para tireoide, anticoagulantes e quimioterápicos.
Colorações frequentes, descoloração, progressivas e uso constante de secador e chapinha enfraquecem a fibra capilar. Isso pode gerar quebra, que muitas vezes é confundida com queda. Embora a raiz esteja intacta, o cabelo parece mais ralo e danificado.
A calvície de origem genética, também chamada de alopecia androgenética, pode atingir mulheres e homens. Nas mulheres, o afinamento dos fios costuma ocorrer de forma mais difusa e progressiva, geralmente a partir da região central da cabeça.
Controlar a queda requer uma abordagem completa, que envolve cuidados com a saúde, o couro cabeludo, os fios e o estilo de vida. Veja o que pode ser feito:
O primeiro passo é identificar a causa da queda. Consultar um dermatologista é fundamental, especialmente quando a queda é intensa, prolongada ou vem acompanhada de falhas visíveis. O médico poderá pedir exames de sangue, avaliar o couro cabeludo e indicar o melhor tratamento.
Uma alimentação equilibrada faz diferença no crescimento e força dos fios. É importante garantir o consumo adequado de proteínas, ferro, zinco, selênio, vitaminas do complexo B, vitamina D e biotina. Em alguns casos, o médico pode recomendar suplementação oral.
Práticas como meditação, respiração consciente, caminhadas ao ar livre, sono de qualidade e atividades de lazer ajudam a controlar a ansiedade e reduzem a liberação de hormônios que afetam o ciclo capilar.
As massagens estimulam a circulação sanguínea na região e melhoram o funcionamento dos folículos. Podem ser feitas com os dedos ou com escovas específicas, durante o banho ou ao aplicar óleos e tônicos.
Produtos de uso tópico aplicados diretamente no couro cabeludo ajudam a estimular o crescimento e fortalecer a raiz. Alguns dos ativos mais usados são cafeína, minoxidil, biotina, extrato de alecrim e jaborandi.
Shampoos para fortalecimento capilar ajudam a criar um ambiente limpo e saudável para o crescimento dos fios. Devem ter fórmulas suaves, sem sulfatos agressivos, e conter ingredientes nutritivos.
Reduzir o uso de secador, chapinha e químicas agressivas é essencial para evitar mais danos. Sempre que for usar calor, aplique protetor térmico. Evite prender o cabelo molhado ou usar elásticos apertados, que causam tração e favorecem a queda.
Um plano de cuidados com hidratação, nutrição e reconstrução fortalece o fio e evita a quebra. Fios saudáveis desde a raiz até as pontas retêm o crescimento conquistado.
Em casos persistentes, é possível recorrer a tratamentos realizados por dermatologistas ou terapeutas capilares:
Estimula a microcirculação do couro cabeludo e ativa os folículos, promovendo o crescimento de fios mais fortes e saudáveis.
Pequenas perfurações no couro cabeludo estimulam a produção de colágeno e facilitam a absorção de ativos que combatem a queda.
Aplicações diretas de medicamentos no couro cabeludo ajudam no tratamento de alopecias específicas. São realizadas por dermatologistas.
Envolvem a combinação de técnicas como esfoliação do couro cabeludo, aplicação de óleos essenciais, vaporização e uso de aparelhos para melhorar a absorção dos ativos.
O ciclo capilar tem uma resposta lenta. Mesmo com os cuidados certos, os primeiros resultados podem levar de dois a três meses para começar a aparecer. Por isso, é importante manter a constância no tratamento e acompanhar a evolução junto a um profissional.
A melhora costuma ser gradual. Primeiro a queda estabiliza, depois os fios começam a crescer com mais força e, por fim, a densidade é restaurada com o nascimento de novos fios.
Saiba mais
Queda acentuada ao lavar ou pentear, ralos entupidos, volume visivelmente menor e presença de falhas no couro cabeludo.
O ideal é que o uso seja indicado por um médico, pois o produto pode causar efeitos colaterais e precisa de orientação quanto à dosagem.
Sim. Químicas agressivas enfraquecem o fio e o couro cabeludo. O uso excessivo pode levar à quebra e até à queda na raiz.
Depende da causa. Algumas quedas são temporárias e se resolvem com o tempo. Outras, como a calvície genética, precisam de tratamento contínuo.
Se os folículos ainda estiverem ativos, sim. Com tratamento adequado, os fios podem voltar a crescer. Mas em casos de atrofia dos folículos, o crescimento pode não ocorrer.
Não interfere diretamente na raiz, mas ajuda a manter os fios saudáveis, evita pontas duplas e melhora o aspecto geral.
Pode ajudar a reduzir a queda leve e fortalecer os fios, mas não substitui o tratamento da causa principal.
Óleos como o de rícino, alecrim e jojoba ajudam a nutrir o couro cabeludo e estimular a circulação. Mas o uso deve ser combinado com outras ações.
Sim. Após o parto, é comum haver queda hormonal. Em geral, a situação melhora sozinha em até seis meses.
Pode, desde que seja com shampoo suave. Manter o couro cabeludo limpo é importante para o crescimento dos fios.
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